Piracicaba Economia
 

Piracicaba é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a 22º43'31" de latitude sul e a 47º38'57" de longitude oeste, a uma altitude de 547 metros. Sua população estimada em 2008 era de 365.440 habitantes.

A cidade é um importante pólo regional de desenvolvimento industrial e agrícola, estando situada em uma das regiões mais industrializadas e produtivas de todo o estado de São Paulo. A região concentra uma população aproximada de 1,2 milhão de habitantes.

Fundação

O nome do município vem do tupi-guarani, significado "lugar onde o peixe para". É uma referência às quedas do rio Piracicaba que bloqueiam a piracema dos peixes.

O vale do rio Piracicaba começa a ser ocupado durante o século XVII, quando alguns colonos adentram a floresta e começam a ocupar as terras ao redor do Rio Piracicaba praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal.

Em 1776 a Capitania de São Paulo decide fundar uma povoação na região, que serviria de apoio à navegação das embarcações que desceriam o rio Tietê em direção ao rio Paraná e também daria retaguarda ao forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai. A povoação deveria ser fundada na foz do rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o Capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decide-se por um ponto localizado a 90 quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu. A incipiente povoação de Piracicaba é fundada em 1º de Agosto de 1767, na margem esquerda do rio, localizado aproximadamente aonde hoje se situa o Engenho Central e partes da Vila Rezende. A povoação de Piracicaba é ligada politicamente a Itu, então a cidade mais próxima. No ano seguinte, a povoação torna-se freguesia.[carece de fontes?]

O terreno irregular e infértil da margem esquerda provoca a mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio em 1784, e no final do século XVIII a região se desenvolve baseada na navegação do rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar.[carece de fontes?]

Criação do município

Em 1821 a freguesia é elevada a condição de vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem a Constituição Portuguesa daquele ano. Com a elevação a vila e o desenvolvimento do cultivo da cana, a vila se desenvolve rapidamente. Já em 11 de Agosto de 1822 é realizada a primeira reunião do que viria a ser a futura Câmara de Vereadores da cidade.

Piracicaba ia se desenvolvendo rapidamente, tornado-se rapidamente a ser a principal cidade de suas redondezas, polarizando outras vilas que dariam origem as atuais cidades de São Pedro, Limeira, Capivari, Rio Claro e Santa Bárbara d'Oeste. Curiosamente, a cidade permanece vinculada ao cultivo de cana de açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana, a região torna-se um dos principais polos de escravidão no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.

Em 1877 a cidade passava a ter ligação ferroviária da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro com Itu e Jundiaí, via Capivari e Indaiatuba. No mesmo ano a cidade, por intermédio de seu então vereador e futuro presidente da República, Prudente de Morais, adota a designação atual de Piracicaba, abandonando a denominação portuguesa de Vila Nova da Constituição

Em 1881, às margens do rio Piracicaba, é fundado o Engenho Central de Piracicaba, que viria a se tornar o maior engenho de açúcar do Brasil nos próximos anos. A cidade começa a substituir o trabalho escravo pelos imigrantes assalariados: Piracicaba recebe importantes contingentes de portugueses, italianos e sírio-libaneses.

Século XX

Em 1900 Piracicaba firma-se como um dos maiores polos do estado de São Paulo[carece de fontes?]: era a quarta maior cidade do estado, possuía luz elétrica, serviço de telefone e em terras doadas por Luís Vicente de Sousa Queirós começa a formação da futura Escola Superior de Agronomia, a ESALQ. Com o certo declínio observado por Itu após 1890, Piracicaba torna-se a cidade principal da região que viria a se transformar na Região Administrativa de Campinas. A cidade de Campinas, naquela época, era menor e mais pobre que Piracicaba.[

Em 1900 Piracicaba firma-se como um dos maiores polos do estado de São Paulo[carece de fontes?]: era a quarta maior cidade do estado, possuía luz elétrica, serviço de telefone e em terras doadas por Luís Vicente de Sousa Queirós começa a formação da futura Escola Superior de Agronomia, a ESALQ. Com o certo declínio observado por Itu após 1890, Piracicaba torna-se a cidade principal da região que viria a se transformar na Região Administrativa de Campinas. A cidade de Campinas, naquela época, era menor e mais pobre que Piracicaba

Em 1922, 45 anos após a chegada dos trilhos da Companhia Ituana de Estradas de Ferro, Piracicaba passa a ter um ramal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Apesar de todo o fausto, Piracicaba começou a entrar em uma longa estagnação e leve decadência que atingiria a cidade durante boa parte do século XX. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços da cana de açúcar, a economia piracicabana começa a se estagnar. Na tentativa de reversão do cenário, a cidade é uma das primeiras a se industrializar, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados a produção de açúcar.

Estagnação econômica

A industrialização, ainda muito baseada no ciclo da cana-de-açúcar, impede a queda maior da cidade mas não a estagnação. A partir da segunda metade do século XX a cidade passa a enfrentar mais uma dificuldade para o seu desenvolvimento: o crescimento da cidade de Campinas e seu entorno (atual Região Metropolitana de Campinas).

A rápida expansão de Campinas registrada após 1950 causa crise ainda maior em Piracicaba. Não bastasse a sua dependência de uma economia ainda agrícola, Piracicaba agora é obrigada a enfrentar a concorrência trazida por uma cidade que se desenvolve mais rapidamente, de forma industrial e com melhor localização geográfica (mais próxima a Capital do estado e ao Porto de Santos). Durante a década de 60 e 70, Piracicaba entra no pior período de sua crise, com uma economia estagnada, sem novos investimentos e perdendo a condição de maior cidade da região, primeiramente para Campinas e depois para Jundiaí. De principal polo regional, Piracicaba vai se alocando como um mero centro local para as cidades ao seu redor.

É nesta fase que Piracicaba ganha um apelido temerário: "fim de linha"[carece de fontes?]. A expressão refere-se ao mau posicionamento logístico da cidade, pois as ferrovias que aqui chegavam eram na verdade apenas ramais de linhas mais importantes e tal apelido demonstrava a decadência econômica da cidade na época.

A partir da década de 1970 são tomadas ações para alavancar a economia piracicabana. É construída a Rodovia do Açúcar, ligando a cidade à Rodovia Castelo Branco e que serviria como uma nova rota de escoamento da produção, bem como garantia de manutenção da influência de Piracicaba na microrregião de Capivari. A Rodovia Luís de Queirós é duplicada até a Rodovia Anhanguera, melhorando o acesso a cidade e a ligando com a principal rodovia do Interior de São Paulo. São criado distritos industriais e novas empresas chegam à cidade. Paralelamente, o Pró-álcool moderniza o cultivo da cana de açúcar e ajuda a revigorar a produção canavieira. Outros projetos, porém, não são realizados, como a Barragem de Santa Maria da Serra (destinada a retomada da navegação no rio Piracicaba, o interligando com a Hidrovia Paraná-Tietê), o Alcoolduto e a aproximação da Via Anhanguera da cidade, por meio de um traçado paralelo (tal projeto se concretiza em forma diferente com o prolongamento da Rodovia dos Bandeirantes, porém passando por Santa Bárbara d'Oeste).

Tais projetos atingem resultados dúbios: Piracicaba reforça sua economia e consegue sair do longo ciclo de estagnação, porém não volta ao status que possuía no início do século, até mesmo por ainda continuar a dividir potenciais novos investimentos com a vasta região industrial e tecnológica de Campinas. Mesmo não atingindo o potencial que possuía no passado, a cidade pôde se livrar do triste apelido de "fim-de-linha" e voltar a dias mais promissores por volta da segunda metade da década de 1990.

Século XXI

No início do século XXI, o município vem registrando bons índices de desenvolvimento, recuperando áreas degradadas e aposta na biotecnologia e produtos de exportação para o seu desenvolvimento futuro.

A cidade, apesar de sua longa crise, conseguiu se manter na posição de segunda maior em população e terceira em economia na Região Administrativa de Campinas (superada apenas por Campinas e Jundiaí) e um dos maiores polos produtores de açúcar e álcool do mundo, além de contar com importante centro industrial e diversas universidades de renome.

Clima

Médias de temperatura do ar e precipitação para Piracicaba
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 38,5 38,5 37,0 35,0 33,8 32,8 33,0 36,0 38,2 38,4 40,2 38,5 37,6
Temperatura máxima média (°C) 29,9 30,3 30,0 28,5 26,1 25,0 25,3 27,4 28,1 29,1 29,6 29,7 28,0
Temperatura mínima média (°C) 19,0 19,1 18,3 15,5 12,1 10,4 9,6 11,1 13,5 15,7 16,8 18,2 16,6
Temperatura mínima registrada (°C) 10,2 11,2 8,8 0,8 -0,2 -1,8 -1,8 -2,6 0,7 3,0 6,6 11,6 10,7
Precipitação (mm) 229,5 182,6 143,1 63,2 54,0 42,4 28,2 29,6 60,8 110,6 130,9 198,7 1 273,3
Fonte: [5] 04 de Agosto de 2009.

Piracicaba é uma das maiores forças econômicas do interior paulista. O município é o 47º mais rico do Brasil e exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 7,8 bilhões.[4]
Piracicaba também é a 5ª cidade do estado em valor de exportações[6] (US$ 1,1 bilhão em 2004, um crescimento de 71% em relação ao ano anterior), superando cidades de maior vigor econômico como Guarulhos e Campinas.

  • IDH-M Renda: 0,795

Setor primário

No setor agrícola, destacam-se as culturas de cana-de-açúcar (10 milhões de toneladas/ano), do café (um milhão de pés), laranja (6 milhões de pés, plantados em 1062 hectares) e milho (1300 hectares). A pecuária também é representativa (rebanho de 150 mil cabeças de gado), além da avicultura (mais de sete milhões de aves).

Setor secundário

O complexo industrial da região de Piracicaba é formado por mais de cinco mil indústrias, destacando-se as atividades dos setores metalúrgico, mecânico, têxtil, alimentício e combustíveis (produção de petroquímicos e de álcool).

Entre as principais indústrias da cidade estão: Delphi Automotive Systems, Dedini Industrias de Base, Caterpillar, Arcelor Mittal, Kraft Foods, Votorantim, Cosan, Elring Klinger[7], Klabin, CJ Corp e Stork Prints Brasil.

Demografia

Dados do censo de 2000
  • População Total: 329.158
    • Urbana: 317.374
    • Rural: 11.784
    • Homens: 162.433
    • Mulheres: 166.725
  • Densidade demográfica (hab./km²): 240,54
  • Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,91
Etnias
Cor/Raça Percentagem
Branca 79,1%
Preta 6,3%
Parda 14,1%
Amarelo 0,3%
Indígena 0,2%

Fonte: Censo de 2000

Fonte: Censo de 2000

Localização da Rodovia Luís de Queirós (SP-304)
  • Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,836
Saúde
  • Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 12,78
  • IDH-M Longevidade: 0,799
  • Expectativa de vida (anos): 72,95
Educação
  • IDH-M Educação: 0,913
  • Taxa de Alfabetização: 94,95%
Transporte
Rodovias
  • SP-127
  • SP-135
  • SP-147
  • SP-304
  • SP-308
Segurança

Desde agosto de 2006, o policiamento civil e militar de Piracicaba se desvinculou da Região de Campinas. Foram formados o CPI-9 (Comando de Policiamento do Interior, da Polícia Militar) e o Deinter 9 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, da Polícia Civil).

Com essas modificações, a cidade passou a abrigar a cúpula do policiamento de uma macrorregião que engloba 52 cidades subdivididas entre as seis microrregiões de Americana, Casa Branca, Limeira, Piracicaba, Rio Claro e São João da Boa Vista.

Educação

Possui universidades importantes, destacando-se a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-UNICAMP), a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), a Faculdade Integrada Maria Imaculada, a Fundação Municipal de Ensino (FUMEP), mantenedora da Escola de Engenharia de Piracicaba (EEP), a Faculdade Comunitária de Piracicaba (Faculdades Anhanguera) e a Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba(UNISAL), a FATEC - Faculdade de Tecnologia - (Centro Paula Souza), a FATEP - Faculdade de Tecnologia de Piracicaba, e o Centro Universitário Senac, além de ser pólo de várias universidades que mantém cursos superiores à distância, como Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Universidade Internacional (UNINTER), Universidade Interativa COC (UniCOC), ULBRA e outras.

Cultura

Esportes

Futebol

Nacionalmente conhecido, o Esporte Clube XV de Novembro foi fundado 1913 e atualmente disputa a série A3 do Campeonato Paulista. O time já conquistou vários títulos, dentre os quais se destacam os campeonatos paulistas da segunda divisão de 1947, 1948, 1967 e 1983, além do Campeonato Brasileiro da Série C de 1995. No entanto, sua maior conquista foi ser vice-campeão paulista da primeira divisão em 1976, quando seu presidente era o folclórico Romeu Italo Ripoli.

Basquete

Piracicaba possui times com tradição nas modalidades de Basquete Masculino e Feminino.

Automobilismo

Entre 1940 a 1966, apesar de Interlagos ser o único autódromo asfaltado do país, Piracicaba já realizava provas de rua, e hoje possui o único autódromo oficial do interior de São Paulo, o Autódromo de Piracicaba - ECPA, reconhecido pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e da Federação de Automobilismo de São Paulo (Fasp).

Religião

  • Igreja Católica

O município faz parte da Diocese de Piracicaba .

  • Igreja Metodista

O município faz parte da quinta região eclesiástica.

  • Congregação Cristã no Brasil

O município faz parte do setor de Campinas.

  • Igreja Mórmon

O município faz parte da Estaca Piracicaba.

Cidadãos Ilustres

  • Ademar Pereira de Barros
  • Caçulinha
  • Cezar e Paulinho
  • Craveiro e Cravinho
  • Dácio Campos
  • Gilberto Barros
  • Ivan Saidenberg
  • João Vitti
  • José João Altafini
  • Leonardo Villar
  • Maurício Ramos
  • Mendes Thame
  • Nílton De Sordi
  • Romeu Italo Ripoli

Pontos turísticos

Os principais pontos turísticos do município de Piracicaba são o rio Piracicaba, a sua ponte pênsil e seu Mirante, o Engenho Central, a Rua do Porto, famosa por seus bares, e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).

No turismo rural temos destaque para distritos de Santa Olímpia e Santana, fundados há mais de um século por imigrantes oriundos do Tirol (região de Trento, que até 1919 pertenceu à Áustria e atualmente pertencente à Itália). A festa mais importante dos tiroleses é a Festa da Polenta, no Bairro Santa Olímpia, realizada no último final de semana de Julho. A festa é grandiosa e repleta de apresentações típicas, culinária e música típicas.[8]

Dentre os principais eventos piracicabanos estão a Festa das Nações, a Festa do Divino Espírito Santo, a Festa da Polenta, Festa do Milho do distrito de Tanquinho, a bela encenação da "Paixão de Cristo de Piracicaba" e o internacionalmente famoso Salão Internacional de Humor de Piracicaba.